Em 2010, mais de 42 mil morreram no trânsito, maior parte por imprudência
Em 2010, mais de 42 mil brasileiros morreram no trânsito
brasileiro, sendo que a maioria dos óbitos aconteceu por causa de
imprudência. Como maneira de evitar esses acidentes, a principal dica
é utilizar sempre os acessórios de segurança nos carros e motos, como
alertaram a pediatra Ana Escobar e a fisiatra Júlia Greve no Bem Estar
desta quinta-feira (29).
O uso das cadeirinhas para crianças se tornou obrigatório em setembro
de 2010 e, desde então, o número de mortes diminuiu nas estradas
brasileiras. Caso o motorista desrespeite essa lei, ele pode levar sete
pontos na carteira de habilitação, multa de pouco mais de R$ 191 e ter o
veículo apreendido.
Segundo a pediatra Ana Escobar, todas as crianças com menos de 12
anos devem viajar sempre no banco de trás. Além disso, os pais devem
respeitar a idade e o peso e prendê-las na cadeirinha ideal para cada
uma. Mesmo que a criança insista que não quer ser presa, os pais
precisam ser firmes e fazê-la entender que aquela é uma medida de
segurança que pode salvar vidas. A recomendação é de que os bebês de até
9 kg utilizem o bebê conforto ou assento conversível voltados para o
vidro traseiro; já os com mais de 9 kg têm que ficar na cadeirinha,
sempre no meio do carro; dos 7 aos 12 anos ou com mais de 18 kg, a
indicação é usar o assento elevado.
No entanto, antes de comprar
o acessório, os pais devem considerar o peso e a altura dos filhos
porque existem cadeirinhas que podem ser utilizadas por crianças com até
10 anos. Caso a criança seja grande, após os 7 anos de idade, ela já
pode ficar no banco de trás apenas com o cinto de segurança. A
recomendação de utilizar o cinto mesmo na parte traseira do carro vale
também para os adultos, como alertaram as médicas.
No caso dos motociclistas, o uso do capacete é a melhor medida de
segurança no trânsito. No entanto, o acessório deve ser testado e
aprovado pelo Inmetro antes de ser comprado. Dessa maneira, o risco de
acidente e trauma diminui muito - dados do Ministério da Saúde mostram
que o número de mortes em acidentes com moto subiu 21% nos últimos anos,
número maior do que o dos acidentes com pedestres e outros veículos.
A falta do uso do capacete ou o uso de acessórios de má qualidade
podem causar traumas de crânio, como explicou a fisiatra Júlia Greve.
Algumas fraturas podem levar à gangrena, ou seja, a perda de
vascularização de uma determinada região do corpo por obstrução de
alguma artéria, que pode causar até mesmo a amputação de algum membro.
Segundo a fisiatra, lesões na medula também são bastante comuns,
principalmente no caso de pais que levam os filhos no colo dentro do
carro. Esses traumas são muito difíceis de serem revertidos, por isso, a
prevenção e a conscientização no trânsito são essenciais para evitar
que essas complicações aconteçam.
