Que mulheres adoram saltos altos, plataformas e rasteirinhas já
sabemos. Mas, além de charme e beleza, estes itens também podem ser
sinônimo de perigo no trânsito.
Segundo especialistas, esses acessórios não fazem uma combinação
perfeita com a direção dos veículos, principalmente as motocicletas. O
diretor da Guarda Municipal, Marco Túlio Gianvecchio, alerta que, para o
condutor de motocicletas e similares, o calçado é uma questão ainda
mais séria, uma vez que, na maioria dos casos, a troca de marchas e o
freio traseiro são feitos através dos pedais e, em muitos acidentes, a
verdadeira causa está no uso de calçados inadequados, que se prendem nos
pedais, tirando a atenção do condutor. “Nos automóveis, a fiscalização
normalmente verifica o cometimento da infração com uma discreta olhada
para dentro do veículo, enquanto verifica os documentos, por exemplo”,
adverte.
Gianvecchio esclarece que o calçado adequado é aquele que oferecer
conforto e segurança no ato de dirigir. Ele destaca que o Código de
Trânsito Brasileiro (CTB) define que não se deve dirigir usando calçado
que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais. “De
acordo com o CTB, é proibido pilotar motos com chinelos, sandálias que
não fiquem presas aos pés, especialmente, ao calcanhar, e calçados de
salto alto. A mulher que for flagrada pode ser multada em R$ 85,13 e
receber quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No caso
do sexo masculino, é proibido utilizar chinelos, tanto em carro quanto
em motocicleta, o que pode causar acidentes”, acrescentou.
Encontro
Baseado na reunião da Integração da Gestão em Segurança Pública
(Igesp) ocorrida na última quarta-feira (1º), tendo a integração da
Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal e do 8º Batalhão de
Bombeiros Militar, após as estatísticas do número de acidentes
envolvendo motocicletas, os oficiais mapearam os locais considerados de
maior risco de acidentes. “Após obter o número de 33 mil acidentes
registrados em boletins, com a integração das autoridades policiais,
medidas preventivas estão sendo tomadas para reduzir esse número, e a
cobrança será tolerância zero”, adverte.
